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  • Foto do escritorLucas Chiquetto

11 DE SETEMBRO. UMA DATA PARA - SEMPRE - SE LEMBRAR



19 anos atrás, o mundo presenciava uma das maiores tragédias da história. Duas torres, repleta de gente dentro, formam atingidas, propositalmente, por dois aviões também repletos de pessoas inocentes. Foram quase 3 mil vidas perdidas. Uma tristeza que, para sempre, fará parte da nossa história. E eu me lembro nesse dia, ainda adolescente, de estar chegando em casa para almoçar, depois de ter saído do trabalho, e minha mãe estar assistindo à TV, perplexa, incrédula com tudo aquilo. Ali, fiquei por horas, acompanhando cada detalhe daquela chocante e triste situação.

Sem um dia imaginar que poderia fazer isso, há 3 anos, eu tive o privilégio de visitar o memorial e museu do World Trade Center, em Nova York, e, não tem como negar, é supreendente. Eles mantiveram parte da estrutura das torres e, em meio a ferros retorcidos e ruínas, nasceu aquele monumento imponente.


A parte mais "increvelmente estranha", para mim, foi ter estado na sala, de um silêncio mortal, que mostra fotos das vítimas e depoimentos dos familiares. Não tem como não chorar. Aliás, falando nisso, tinha uma outra sala em que era possível ouvir o áudio das pessoas se despedindo dos seus entes queridos durante o voo, minutos antes da colisão. Por mais durão que você seja, você desaba. Chora. Chora de soluçar. É supreendente. A empatia e compaixão vão a níveis altíssimos.


Para quem tem sensibilidade à flor da pele, não tem como negar a energia do local. É tocante. Dá pra sentir. No museu, é possível ver praticamente tudo: carro de bombeiro esmagado, linha do tempo de cada acontecimento até o atingimento das torres, pertences pessoais, objetos para a homenagem às vítimas, a torre de transmissão do topo das torres, a placa de entrada. Entretanto, tem uma sala que não se podia tirar fotos, mas que eu posso descrever aqui.


Se você não lê, a princípio, fica sem entender. São um monte de entulhos que, à medida que você vai andando, dá pra perceber que são restos das duas aeronaves. Meu Deus, dá um choque. Imaginar que, ali, toneladas de metais e pessoas colidiram em tonelas de aço e concreto e tudo veio a baixo. Dava pra ver, nas partes intactas, assentos e cintos da aeronave, máscaras de oxigênio, mais documentos pessoas, porém, alguns sujos de sangue; é, simplemente, inacreditável.


Depois de algumas horas, analisando cada detalhe daquele lugar, saí do local e fui direto ao memorial, para ver as duas fontes que foram construídas, no lugar das torres, para homenagear as quase 3 mil vítimas e os envolvidos no resgate do acidente do World Trade Center. Elas ficam a 30 metros abaixo do nível da rua em uma praça e, em suas bordas, estão gravados o nomes das pessoas. 3 mil nomes. 3 mil histórias interrompidas por um ato terrorista.


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